Folha de São Paulo diz que Brandão é responsável por “bagunça no palanque de Lula
A reportagem aponta que a tentativa do governador de transferir o poder para um familiar
A responsabilidade pelas dificuldades relacionadas à manutenção de um grupo grande coeso ao redor da candidatura do presidente Lula no Maranhao é do governador Carlos Brandão, segundo o jornal Folha de São Paulo. O periódico diz ainda que a candidatura do sobrinho do governador tem sido vista como um entrave em Brasília e como possibilidade da formação de uma nova oligarquia.
A reportagem aponta que a tentativa do governador de transferir o poder para um familiar — sem experiência política consolidada — é lida nos bastidores como uma manobra de perpetuação de poder sem lastro. Apesar da pressão nacional para a construção de uma candidatura de consenso que preserve o legado do grupo que elegeu Lula em 2022, o governador manteve uma postura de resistência.
Mesmo 4 pedidos do presidente Lula para que cumprisse o acordo de ser candidato ao Senado, Brandão manteve a postura beligerante.
A negativa do governador contrasta com a percepção de aliados e lideranças que integraram a base de apoio ao presidente Lula. Ao desqualificar a existência de um compromisso de sucessão, Brandão reafirma sua centralização de poder, que tem provocado insatisfação entre prefeitos, parlamentares e lideranças estaduais. Para muitos observadores, o rompimento com a lógica que uniu o grupo que elegeu Lula em 2022 é o que explica a atual "bagunça" no palanque do presidente.
O desgaste já reflete na base aliada, com prefeitos e parlamentares demonstrando preocupação com a instabilidade gerada pelo projeto familiar dos Brandão. Enquanto o Palácio dos Leões tenta usar a máquina para sustentar o nome do sobrinho, Brasília observa com cautela os passos dos Brandão.
O vice-governador Felipe Camarão, por sua vez, diz que a prioridade do partido é a reeleição do presidente Lula. Segundo a Folha, seu grupo teria iniciado tratativas para uma possível aliança com o prefeito Eduardo Braide a fim de fortalecer o palanque do presidenciável.




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