Desesperado por não conseguir afastar Felipe Camarão, Brandão apela à deputados para tentar mudar o jogo
A movimentação ocorre em ritmo acelerado e com objetivo claro. O governador tem prazo até o dia 4 de abril
A crise política no Maranhão entrou em uma fase mais aguda. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o governador Carlos Brandão passou a agir com pressa diante da dificuldade de afastar o vice-governador Felipe Camarão pelas vias judiciais.
Informações que circulam entre parlamentares indicam que, mesmo sustentando ter apoio de setores do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, Brandão ainda não conseguiu viabilizar o afastamento de Camarão. Diante disso, teria iniciado uma nova estratégia: pressionar deputados estaduais para a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa, numa tentativa de criar um fato político que sustente o enfraquecimento e afaste o vice-governador.
A movimentação ocorre em ritmo acelerado e com objetivo claro. O governador tem prazo até o dia 4 de abril para se desincompatibilizar do cargo, caso queira disputar uma vaga ao Senado. Esse fator impõe um limite temporal à articulação e explica a intensificação das ações nos bastidores.
Segundo essa leitura, o plano político envolveria retirar Felipe Camarão da linha sucessória para abrir caminho a uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Nesse cenário, o nome que surgiria como alternativa seria o do sobrinho do governador, Orleans Brandão, numa tentativa de fazer com que ele não perca o Palácio dos Leões.
A estratégia, porém, enfrenta resistência. Além das dificuldades jurídicas já evidenciadas, como a fragilidade das provas apresentadas até o momento, a ação gerou desconforto entre deputados com a pressão para adesão a medidas consideradas pelos próprios parlamentares como “precipitadas”.
Nos bastidores políticos, o movimento é interpretado como uma tentativa de impor, por via indireta, um nome ao comando do Executivo estadual sem o crivo das urnas. A avaliação é de que há uma escalada de medidas que ultrapassam o campo institucional e avançam para uma disputa aberta por controle político do estado.




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