PGR se manifesta contra o afastamento de Carlos Brandão; decisão agora está com Moraes
Em um capítulo decisivo para o xadrez político maranhense, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se, nesta segunda-feira (30), contrária ao pedido de afastamento do governador Carlos Brandão.
O pedido, formulado pelo PCdoB, alegava descumprimento de ordens judiciais em um processo que investiga prática de nepotismo no Estado.
No parecer assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, o Ministério Público Federal adotou uma linha de cautela institucional. Segundo a subprocuradora, o afastamento de um chefe de Executivo eleito é uma medida de "extrema gravidade", que exigiria provas contundentes e inequívocas — o que, segundo ela, não foi apresentado na petição dos comunistas.
O Embate Jurídico
A polêmica gira em torno de uma ação protocolada inicialmente pelo Solidariedade, que questiona a nomeação de parentes do governador em cargos estratégicos. O PCdoB sustentava que Brandão estaria "contornando" as decisões anteriores do ministro Alexandre de Moraes, que já havia determinado exonerações no final de 2024.
Com a manifestação da PGR, a tese da defesa de Brandão ganha fôlego.
Os advogados do governador argumentam que o pedido tem motivação puramente política, visando desestabilizar o governo às vésperas de prazos eleitorais decisivos.
O que acontece agora?
Embora o parecer da PGR seja um indicativo forte de que não há elementos para uma medida drástica, a palavra final cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes não é obrigado a seguir o entendimento da procuradoria.





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