PGR afirma que atos de Brandão configuram crime e improbidade administrativa
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (30), a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que atos praticados pela gestão estadual configuram, em tese, crimes e atos de improbidade administrativa. O parecer da subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques destaca que episódios como o uso de aviões fretados pelo Estado por parentes do governador Carlos Brandão são atos ilícitos que reclamam devida apuração nas esferas penal e cível.
Embora a PGR tenha se manifestado contra o afastamento imediato do cargo por entender que tal medida exige prova 'inequívoca' de desobediência judicial direta, a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques não poupou críticas à conduta do Executivo maranhense, apontando que o uso de recursos públicos para beneficiar o irmão do governador, Marcus Brandão, e sua cunhada, Audréia Noleto, não pode ser ignorado e exige responsabilização.
Diante do parecer vindo de Brasília, os indícios de omissão do Ministério Público do Maranhão e do seu Procurador-Geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, tornam-se evidentes. Enquanto as instituições locais não agiram contra o nepotismo e chegaram a arquivar representações sobre fatos que a PGR agora classifica como "inegavelmente graves", o cenário estadual revela uma paralisia fiscalizatória. A inércia do PGJ em investigar o uso de aeronaves e a influência direta de familiares na estrutura do governo contrasta diretamente com a postura rigorosa adotada pela PGR.
O texto reforça que o "poder de fato" exercido por parentes de Brandão possui indícios claros de ilegalidade. Este reconhecimento de crimes e improbidade por parte do órgão de cúpula do Ministério Público Federal marca um novo capítulo na crise institucional do Maranhão e revela a gravidade das acusações que pesam sobre o governador Carlos Brandão.




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