Covarde, seja homem, honre seu mandato”, dispara Rodrigo Lago contra Antônio Pereira
O deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) subiu o tom na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta Quarta-feira (8 de abril), e arrancou a máscara de uma manobra que cheira a perseguição barata. O alvo foi Antônio Pereira (MDB), carimbado como “covarde” por assinar a CPI contra o vice-governador Felipe Camarão e, estrategicamente, fugir da responsabilidade de compor o colegiado. “Seja homem, honre o mandato”, disparou Lago.
A primeira investida de Lago foi no campo da moral política. Ao carimbar Pereira como “covarde”, o deputado do PSB expôs uma tática comum, mas desgastante: o parlamentar que assina o pedido de investigação para fazer volume político, mas se recusa a sentar na cadeira do colegiado para carregar o piano da apuração. “Seja homem, honre o mandato”, disparou Lago.
Mas a política vive de detalhes, e Lago trouxe um dos grandes. A denúncia de um “vazamento seletivo” é o que realmente tira o sono de quem desenhou a CPI. O cronograma é, no mínimo, curioso:
• 19 de março: Antônio Pereira assina o pedido de CPI.
• O detalhe: O documento já ostenta o número de um processo sigiloso do Ministério Público.
• O “delay”: A informação só ganharia os holofotes da mídia alinhada ao governo dois dias depois.
Como o deputado do MDB teve acesso ao que nem o próprio alvo, Felipe Camarão, sabia? Lago não sugere apenas uma coincidência; ele aponta para uma “bola de cristal” alimentada por informações de subsolo. Se houver prova de que dados sigilosos foram usados como munição política antes da publicidade legal, o caso sai da esfera do discurso e entra na da prevaricação e do crime de vazamento.




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