Sem Senado e sem governo: as escolhas de Carlos Brandão e o caminho para a derrota
Ao não renunciar e apostar no sobrinho, governador perdeu a chance de ir a Brasília e vê Orleans patinar mesmo com a máquina do estado
Carlos Brandão escolheu. Escolheu mal.
Tinha o caminho servido: renunciar, apoiar Felipe Camarão e ir para o Senado. Oito anos em Brasília. Não quis. Preferiu o projeto familiar. O sobrinho, Orleans, ao governo.
Resultado?
Orleans não decola. A máquina é grande, o sobrenome é forte, mas o eleitor não comprou. A dez dias da eleição, o cenário é de derrota.
O grupo ainda apostava em dois milagres. O primeiro: Lula apoiaria Orleans. Não apoiou. Lula é de Camarão. O segundo: Braide não seria candidato. É. E lidera.
Brandão perdeu o Senado quando não renunciou. Perdeu o governo quando apostou no sobrinho. Perdeu a narrativa quando o plano A virou B, e o B virou isso que está aí.
Apostou alto. A conta não fecha.
Fonte: Blog do Valber Alves




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