• Açailândia, 18/06/2026
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Felipe Camarão diz que “bolsonarismo conosco não tem vez” na disputa


Felipe Camarão diz que “bolsonarismo conosco não tem vez” na disputa

247 - O vice-governador do Maranhão e pré-candidato ao governo estadual pelo PT, Felipe Camarão, afirmou que sua campanha em 2026 terá como eixo a defesa do legado de Lula e Flávio Dino, o enfrentamento ao bolsonarismo e a crítica ao que chamou de tentativa de formação de uma “nova oligarquia” no estado.

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Barão Eleições 2026, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, transmitido no YouTube e com participação de jornalistas de veículos independentes, entre eles Brasil 247, TVT, CartaCapital, TV Vermelho e Revista Fórum.

Logo no início, Camarão se apresentou como “o único vice-governador do PT no país” e buscou associar sua trajetória à gestão de Flávio Dino no Maranhão, especialmente na área da educação. Ele citou sua atuação como secretário estadual, quando comandou o programa Escola Digna, e afirmou que o estado alcançou, naquele período, avanços em obras escolares, ensino integral e valorização dos professores.

“Tenho a honra e a responsabilidade de liderar o time do Lula aqui no Maranhão”, disse Camarão, ao defender que sua pré-candidatura representa a continuidade de um projeto progressista no estado.

O principal alvo político da entrevista foi o atual governador Carlos Brandão. Segundo Camarão, não foi ele quem rompeu com o governo, mas Brandão quem teria rompido com o grupo político que venceu as eleições anteriores no Maranhão.

“Eu não sou oposição. Ele é que foi para a oposição, porque eu continuo do lado em que sempre estive: do Lula e do Flávio Dino”, afirmou.

Camarão disse ainda que Lula teria tentado manter a unidade do grupo político no estado, mas Brandão teria recusado alternativas apresentadas pelo presidente. O vice-governador acusa o atual governador de priorizar um projeto familiar ao apoiar o sobrinho como pré-candidato à sucessão estadual.

“Bolsonarismo conosco não tem vez”, declarou. “Não há como nós, que combatemos a família Sarney por tantos anos, entregarmos o governo do estado ao sobrinho do governador.”

Ao falar sobre segurança pública, Camarão reconheceu que o tema está entre as principais preocupações do eleitorado maranhense, ao lado da saúde e da infraestrutura rodoviária. Ele defendeu uma política baseada em três eixos: integração das inteligências policiais, fortalecimento das guardas municipais e prevenção social da violência.

“A gente só consegue combater crime organizado com organização e inteligência”, afirmou.

O petista também rejeitou o discurso punitivista da extrema direita. “Bandido tem que ser preso, não morto. E, se preso for, tem que ser ressocializado”, disse. Para ele, a resposta estrutural à criminalidade passa por creches, escolas em tempo integral, ensino profissionalizante, assistência social e geração de oportunidades.

Na saúde, Camarão prometeu reabrir e fortalecer hospitais de referência em São Luís e Imperatriz, unificar os sistemas de regulação estadual e municipal e regionalizar atendimentos de média e alta complexidade. Segundo ele, o Maranhão sofre com uma “procissão de ambulâncias” porque muitos pacientes precisam se deslocar longas distâncias para obter atendimento.

Na saúde, Camarão prometeu reabrir e fortalecer hospitais de referência em São Luís e Imperatriz, unificar os sistemas de regulação estadual e municipal e regionalizar atendimentos de média e alta complexidade. Segundo ele, o Maranhão sofre com uma “procissão de ambulâncias” porque muitos pacientes precisam se deslocar longas distâncias para obter atendimento.

O Maranhão é do tamanho da Itália. Se a gente não tiver atendimento regionalizado e regulação única, vamos continuar vendo pacientes morrerem no caminho”, afirmou.

O vice-governador também relatou ataques políticos e pessoais que afirma ter sofrido desde o rompimento com Brandão. Ele citou tentativas de desgaste por meio de CPI, ações judiciais, notícias negativas e ataques a familiares. Apesar disso, disse que o processo o tornou “mais maduro” e “mais preparado”.

“Tentaram me comprar, me render, me fazer desistir, me fazer renunciar. Não conseguiram”, declarou. “Pensavam que tinham matado o camarão, mas eu estou aqui vivinho, firme e forte.”

Camarão afirmou que pretende construir uma frente ampla em torno de Lula no Maranhão, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e setores progressistas. Segundo ele, sua pré-campanha já vem realizando plenárias temáticas com movimentos sociais, pescadores, quilombolas, indígenas, trabalhadores rurais e pessoas com deficiência.

O petista também minimizou o risco de a disputa local reduzir a votação de Lula no Maranhão em 2026. Para ele, a tendência é de ampliação do apoio ao presidente no estado, especialmente porque o PT terá candidatura própria ao governo maranhense pela primeira vez em 24 anos.

“Vamos ter o mesmo número na urna para governador e presidente. Isso pode ajudar a votação do presidente e fortalecer a chapa do PT”, disse.

Ao final, Camarão agradeceu aos veículos independentes e afirmou que pretende conduzir uma campanha “de muita proposição” para enfrentar os problemas do Maranhão.

“Onde não há imprensa livre e independente, não há democracia”, declarou.






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