Em nota, prefeito de Campestre contesta expulsão do PSB
O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda, resolveu falar. E a defesa é direta: o PSB expulsou quem já não era mais filiado.
Em nota divulgada, Bermuda afirma que a resolução do partido, que determinou sua expulsão no último sábado (8), incidiu sobre pessoa que já não integrava os quadros da sigla. Segundo ele, o extrato oficial de filiação partidária do TSE comprova que sua desfiliação ocorreu em 21 de maio de 2025 — mais de um ano e dois meses antes da deliberação.
"O Partido Socialista Brasileiro (PSB) cometeu um equívoco ao deliberar minha expulsão", escreveu.
Bermuda também criticou a forma como páginas e veículos de comunicação divulgaram a decisão partidária sem lhe oferecer direito de resposta ou oportunidade de defesa prévia. "Publicar acusações e deliberações partidárias sem ouvir a parte interessada enfraquece a credibilidade da informação e compromete o princípio básico do contraditório", afirmou.
O prefeito ainda destacou que já esteve filiado ao Republicanos em outubro de 2023 e ao PSB em 2019, mas que sua situação atual, segundo o TSE, é de desfiliação.
O PSB, por sua vez, ainda não se manifestou sobre a nota de Bermuda. A resolução que formalizou a expulsão afirmava que o prefeito cometeu "grave infidelidade partidária" ao apoiar Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e pressionar servidores municipais.
A defesa de Bermuda, no entanto, sustenta que a expulsão é juridicamente inócua. Resta saber se o TSE e a Justiça Eleitoral concordam.




COMENTÁRIOS