MPMA aciona Assis Ramos e Janaína Ramos por enriquecimento ilícito de mais de R$ 16 milhões
O Ministério Público do Maranhão resolveu puxar o fio da meada. E a linha era mais longa do que se imaginava.
Assis Ramos e Janaína Ramos, ex-prefeito e ex-primeira-dama de Imperatriz, foram acionados por improbidade administrativa. O motivo: um patrimônio que cresceu — e muito — sem explicação. Segundo as investigações, o enriquecimento ilícito soma pelo menos R$ 16,2 milhões.
O casal — que atualmente está separado — teria comprado fazendas, gado, carros de luxo e uma mansão no Parque das Mansões. Também movimentou dinheiro em espécie como se estivesse em um caixa eletrônico particular.
Pois bem. Antes de assumir a prefeitura, Assis Ramos declarou à Justiça Eleitoral um único veículo como patrimônio. Dois mandatos depois, optou por receber a remuneração de delegado — cerca de R$ 15 mil por mês. Números que não explicam fazendas milionárias e carros de meio milhão.
Janaína, atualmente deputada estadual e pré-candidata à reeleição, também é alvo da ação. Assis, por sua vez, é pré-candidato a deputado estadual. Ambos construíram novas trajetórias políticas, mas o passado em comum agora volta à tona.
As investigações começaram em 2019, mas o ex-prefeito tratou de emperrar o processo. Apenas em 2025, após recurso do MP, o caso foi retomado.
As provas colhidas incluem dados da Aged, da Sefaz, sigilos fiscal e bancário, escrituras de imóveis, e dezenas de testemunhas. O MP também descobriu o pagamento de cursos particulares de Medicina e Direito com dinheiro público, além de despesas mensais de cerca de R$ 50 mil em espécie.
Dois veículos Dodge RAM foram adquiridos. Uma mansão, registrada como terreno de R$ 70 mil, recebeu reformas, placas solares e mobiliário de alto padrão. Um apartamento em São Luís foi comprado por R$ 750 mil — mas o casal queria que o contrato registrasse valor inferior.
A ação pede o ressarcimento integral, a perda das funções públicas de ambos, e o sequestro de todos os bens. O MP quer ainda o afastamento liminar de Assis e Janaína de seus cargos.
Empresas e terceiros que ajudaram a dar corda ao esquema também foram acionados.




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