A razão dos ataques a Camarão: ele é o candidato de Lula, e isso incomoda
O "não" que enfureceu o clã e o "sim" que fortaleceu o candidato
Vamos combinar: a raiva do grupo de Carlos Brandão contra Felipe Camarão não é espontânea. Não é birra de criança, não é implicância de vizinho. É política. E tem um motivo muito claro: Camarão disse não ao coronel de Colinas. E recebeu o sim de Lula.
Camarão, que hoje é candidato do PT ao governo do Maranhão, recusou-se a renunciar ao mandato para abrir a porta do Senado a Brandão. Dentro da lógica tradicional, o movimento é quase um crime de lesa-majestade. O "não" foi ouvido. E, desde então, a mídia aliada ao Palácio dos Leões entrou em campo.
O grupo de Brandão alimentava a expectativa de que Lula apoiasse o sobrinho do governador, Orleans Brandão. Mas o presidente foi na contramão. O apoio veio, sim — mas para Felipe Camarão. A frustração, alimentada desde a pré-campanha, encontrou na ofensiva digital uma válvula de escape.
Em entrevistas, o candidato mencionou o fenômeno: chegou a contabilizar mais de 50 postagens negativas contra sua campanha num único dia. Camarão, enquanto isso, segue na estrada. Carreatas, caminhadas, visitas a dezenas de municípios.
A pergunta, agora, é se a estratégia de desgaste vai ter efeito. Camarão parece saber que os ataques são proporcionais ao tamanho da ameaça que representa.




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